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🔥 SOB O DOMÍNIO DO DESEJO 🔥

Capítulo 2 – O Jogo da Perseguição

Rafael não era um homem paciente.

Ele era o tipo que tomava.

Decidia.

Dominava.

Mas com Isabela…

Nada vinha fácil.

E isso estava começando a consumi-lo.

Desde o dia em que ela virou as costas para ele, algo dentro dele mudou de forma irreversível.

Não era apenas desejo.

Era inquietação.

Era como se ela tivesse aberto uma fissura no controle que ele sempre manteve.

E Rafael odiava perder o controle.

— Quero saber onde ela tá agora — disse, seco, apoiado na mesa, os dedos batendo com impaciência.

— Tá na vila… como sempre — respondeu um dos homens.

Ele riu, sem humor.

— Não. Ela não tá “como sempre”. Aquela garota não faz nada como todo mundo.

E ele estava certo.

Isabela não era previsível.

E talvez fosse exatamente isso que o puxava ainda mais.

Naquela tarde, ele foi até lá de novo.

Mas dessa vez…

Não foi coincidência.

Foi intenção.

Isabela caminhava pela rua como se o mundo não tivesse dono.

Short curto, passos firmes, olhar distante.

Mas por dentro…

Ela sentia.

Sentia que estava sendo observada.

E estava.

Rafael estava encostado no carro.

Braços cruzados.

Olhos fixos nela.

Sem disfarçar.

Sem esconder.

Ela parou.

Respirou fundo.

E, mesmo sabendo o que aquilo significava…

Foi até ele.

— Você não desiste, né? — disse, encarando.

Ele sorriu de lado.

— Eu nunca desisto do que me interessa.

O silêncio entre os dois não era vazio.

Era carregado.

Denso.

Quase elétrico.

— Eu não sou uma coisa pra você querer — ela respondeu.

— Ainda não entendeu… — ele deu um passo à frente — você não é algo que eu quero.

Ele aproximou mais.

Perto demais.

— Você é algo que eu não consigo ignorar.

O coração dela falhou por um segundo.

Mas ela não deixou transparecer.

— Problema seu.

— Não. Nosso.

Aquilo fez ela recuar um passo.

Mas ele avançou outro.

Sempre mantendo a distância mínima.

Sempre invadindo o espaço dela.

— Você acha que pode chegar assim na minha vida? — ela disse, irritada.

— Eu não “acho”.

Ele inclinou levemente o rosto.

— Eu já cheguei.

Ela desviou o olhar por um segundo.

E esse foi o erro.

Porque Rafael percebeu.

Ele segurou levemente o queixo dela.

Forçando-a a encará-lo de novo.

Sem violência.

Mas com domínio.

— Não foge de mim.

A voz dele saiu mais baixa.

Mais intensa.

— Eu não tô fugindo — ela respondeu, mesmo com a respiração alterada.

— Tá sim.

Ele aproximou o rosto.

Tão perto que ela sentiu o calor da respiração dele.

— Mas não vai conseguir.

O mundo ao redor parecia desaparecer.

As vozes da rua ficaram distantes.

Tudo ficou lento.

Pesado.

— Você é perigoso — ela sussurrou.

— E você gosta disso.

Ela deveria negar.

Deveria se afastar.

Deveria sair correndo.

Mas não saiu.

E aquilo…

Foi exatamente o que Rafael precisava.

— Você pode tentar me evitar… — ele disse, deslizando a mão pelo braço dela — mas eu sempre vou te encontrar.

Um arrepio percorreu o corpo dela.

E ela odiou sentir aquilo.

Odiou perceber que não era só medo.

— Isso é ameaça?

— Não.

Ele aproximou mais.

— É promessa.

Isabela puxou o braço de volta.

Com força.

Tentando recuperar o controle.

— Eu não pertenço a você.

Rafael riu.

Mas dessa vez…

Havia algo diferente.

Mais sombrio.

Mais profundo.

— Eu sei.

Ele passou a mão pelo próprio cabelo, olhando para ela como se estivesse tentando se conter.

— E é isso que tá me deixando louco.

Silêncio.

Pela primeira vez…

Ela viu algo novo nele.

Não era só poder.

Não era só domínio.

Era desejo.

Cru.

Intenso.

Quase desesperado.

E aquilo assustava.

— Você devia parar — ela disse, mais baixa agora.

— Eu não consigo.

Ele não hesitou.

Não disfarçou.

Não suavizou.

— Eu penso em você o tempo todo.

Aquilo atingiu ela.

Direto.

Sem defesa.

— Isso não é normal — ela murmurou.

— Eu nunca fui.

Ele deu um passo atrás.

Como se estivesse tentando recuperar o próprio controle.

Mas os olhos…

Ainda estavam nela.

Presos.

— Você vai me dar trabalho — disse ele.

— Então desiste.

Ele sorriu.

Devagar.

Confiante.

Perigoso.

— Agora que começou…

Ele abriu a porta do carro.

Entrando com calma.

Sem pressa.

— Eu vou até o fim.

O carro deu partida.

Mas antes de sair…

Ele ainda olhou para ela.

E aquele olhar dizia tudo.

Não era interesse passageiro.

Não era curiosidade.

Era perseguição.

E Isabela…

Mesmo parada ali…

Sentiu.

Aquilo não ia parar.

Naquela noite, ela tentou esquecer.

Tentou agir como se fosse só mais um problema da vila.

Mas não era.

Porque ninguém nunca tinha olhado para ela daquele jeito.

Como se já tivesse decidido.

Como se ela fosse inevitável.

Isabela se jogou na cama.

Passando a mão no rosto.

Tentando afastar os pensamentos.

— Isso vai dar errado… — sussurrou.

Mas, no fundo…

Ela sabia.

Já estava dando.

E o pior…

Ela não tinha certeza se queria que parasse.

Enquanto isso, do outro lado da cidade…

Rafael observava a noite pela janela.

Pensativo.

Silencioso.

— Ela vai ceder… — murmurou.

Mas não como os outros.

Não por medo.

Por escolha.

E ele faria questão…

De ser impossível resistir.

A perseguição tinha começado.

E dessa vez…

Ele não iria perder.

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