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Capítulo 2 – O Envelope Esquecido

Nos dias seguintes, Helena mal reconhecia a própria vida.

A casa parecia estranha.

As fotos nas paredes simplesmente mentiras emolduradas.

Marcos tentava conversar.

Tentava pedir perdão.

Mas cada palavra soava vazia.

Uma semana depois, enquanto organizava documentos antigos, Helena encontrou algo incomum.

Um envelope pardo escondido no fundo de uma gaveta.

Estava lacrado.

Sem.

Sem identificação.

Ela quase o ignorou.

Mas algo chamou sua atenção.

Uma letra.

Era de Marcos.

As mãos a tremer.

Ela abriu o envelope.

Dentro havia cópias de documentos.

Extratos bancários.

Contratos.

Transferências.

É um nome que ela nunca tinha visto.

Laura Mendes.

Helena Franziu a testa.

Quem era aquela mulher?

Continue acompanhando os papéis.

Até encontrar algo que fez seu coração disparar.

Uma certidão de nascimento.

Ela leu uma vez.

Depois outra.

E mais uma.

Sem conseguir acreditar.

Nome do pai:

Marcos Andrade.

Helena sente o ar faltar.

A criança tinha sete anos.

Sete.

Isso fez com que aquela história existisse muito antes da amante.

Muito antes das .

Muito antes do que ele havia contado.

Ela caiu sentada no chão.

As lágrimas escorrem a escorrer.

Mas agora não eram apenas lágrimas de dor.

Eram lágrimas de confusão.

De medo.

De incredulidade.

Quem era aquela criança?

Por que Marcos nunca contou?

E quantas mentiras ainda existiam?

Quando ouviu a porta da frente abrir naquela noite, Helena sabia que não conseguiria mais esperar.

Era hora de exigir respostas.

Mas ela não fazia ideia de que a verdade mudaria tudo.

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