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Quando o Toque Vira Fogo – Capítulo 5: O Jantar Que Reacende

Miguel não avisou.

Não é possível.

Não pedi.

Simplesmente apareceu.

Helena estava saindo do trabalho quando o viu encostado no carro, como se aquele lugar fosse dele… como se ela ainda fosse.

O coração dela reagiu antes da razão.

Mas dessa vez… ela não foi declarada.

— O que você quer? — Disse, firme.

Miguel ficou observado em silêncio por um segundo.

E aquele olhar… ainda tinha o mesmo efeito.

— Jantar comigo.

Direto.

Sem rodeios.

Sem .

Helena riu, desacreditando.

— Você realmente não tem noção, né?

— Tenho.

— Não parece.

Ele deu um passo à frente.

— Eu preciso falar com você.

— Já falei o suficiente.

— Não falei.

A resposta veio mais baixada.

Mais sério.

E… mais verdadeira.

Helena hesitou.

Por um instante.

Mas foi o suficiente.

— Um jantar — ele insistiu. — Só isso.

Ela cruzou os braços.

Tentando se proteger.

Tentando não ceder.

— E depois?

— Depois você decide se nunca mais quer me ver.

Aquilo a pegou.

Porque agora… ele estava colocando o controle nas mãos dela.

E isso mudava tudo.

Helena respirou fundo.

E:

— Só um jantar.

O lugar que impressiona

O restaurante era… impecável.

Luzes baixas.

Ambiente sofisticado.

Música suave ao fundo.

Tudo pensado.

Tudo calculado.

Helena percebeu.

Ele não tinha escolhido aquele lugar por acaso.

E isso… mexeu com ela mais do que deveria.

— Você sempre exagera assim? — ela comentou, olhando ao redor.

— Só quando importa.

A resposta veio sem hesitação.

Ela configurou o olhar.

Porque não estava pronto para fazer aquilo.

Eles se sentaram.

O silêncio inicial foi estranho.

Carregado.

Diferente de tudo que já tinha vivido.

Porque agora…havia história.

Mágoa.

E havia algo não resolvido.

O que não pode mais ser evitado

— Por que eu estou aqui, Miguel?

Ela foi direta.

Sem amaciante.

Sem esconder.

Ele apoiou os braços na mesa, olhando para ela com mais atenção do que nunca.

— Porque eu não consegui simplesmente… seguir.

Aquilo a fez travar.

Por dentro.

Mas ela mantém a postura.

— Engraçado. Porque parecia que tinha conseguido muito bem.

A indireta foi clara.

Ele entendeu.

— Aquilo não foi o que você está pensando.

Helena soltou uma risada seca.

— Eu vi.

— Você viu um momento.

— Foi suficiente.

Silêncio.

Miguel respirou fundo.

Como se estivesse escolhendo cada palavra.

— Não significou pra mim o que significou pra você.

Aquilo doeu.

Mas, antes que ela reagisse…

Ele completou:

— Mas você… significou.

Agora… o silêncio mudou.

O que ainda existe

Helena não esperava aquilo.

E isso ficou claro no olhar dela.

— Você não pode falar isso agora…

— Eu sei.

— Não pode simplesmente aparecer, me levar pra um jantar desses e dizer que eu significo alguma coisa.

A voz dela começou a falhar.

E isso… a irritou.

— Estou tentando ser sincero.

— Tarde demais.

— Não pra mim.

A resposta veio firme.

Direta.

E.

Helena desviou o olhar, tentando recuperar o controle.

Mas era difícil.

Porque ele estava diferente.

Menos frio.

Menos distante.

Mais… real.

O que ele nunca disse

— Eu não estou habituado com isso — Miguel admitiu.

Ela refletir de volta.

— Com o quê?

— Com alguém mexendo comigo desse jeito.

Silêncio.

— Com alguém me tirando do controle.

Aquilo era novo.

Vindo dele.

— E aí você resolveu beijar outra pessoa? — ela disparou.

Ele fechou os olhos por um segundo.

— Foi erro.

— Foi escolha.

— Foi tentativa de tirar.

Agora ela ficou em silêncio.

Porque aquilo…

Faz sentido.

E isso a incomodava ainda mais.

O que ainda queima

A comida chegou.

Mas nenhum dos dois tocou.

Porque aquilo não era no jantar.

Nunca foi.

— Você acha que dá pra isso? — Helena disse, mais baixo.

Miguel a.

Direto.

Sem esconder.

— Eu não sei.

Honesto.

Cru.

Real.

— Mas eu sei que não quero fingir que não aconteceu.

O coração dela acelerou.

— E o que você quer, então?

Ele não respondeu imediatamente.

Apenas um Observa.

Como se estivesse decidindo ali, naquele momento.

— Eu quero tentar.

Aquelas palavras mudaram tudo.

Porque agora…

Não era mais só desejo.

Era escolha.

O instante que reacende

Helena sín.

O corpo reagiu.

A mente se colocou em conflito.

Tudo ao mesmo tempo.

— E ela?

A pergunta saída.

Miguel não é.

— Não é ela que está aqui.

Aquilo não foi uma resposta completa.

Mas foi suficiente.

Porque mostrava… prioridade.

E Helena percebeu.

E isso…

Mexeu com tudo.

O silêncio.

Mas agora… diferente.

Mais leve.

Mais perigoso.

Mais próximo do que já tinha sido.

Miguel estendeu a mão sobre a mesa.

Parando perto da dela.

Sem tocar.

Ainda não.

Dando espaço.

Escolha.

Sempre escolha.

Helena olhou para aquela mão.

E sabia.

Se tocasse…

Não seria só um gesto.

Seria um recomeço.

E recomendam…

Sempre cobram um preço.

Ela respirou fundo.

E, lentamente…

Aproximou a mão.

Encostou.

Leve.

Mas suficiente.

Miguel segurou.

Dessa vez… sem hesitar.

E o olhar dos dois se encontrou.

De novo.

Como não formal.

Mas diferente.

Mais profundo.

Mais consciente.

Mais perigoso.

Porque agora…

Eles sabiam exatamente o que estavam fazendo.

E mesmo assim…

Estavam continuar.

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