🔥 SOB O DOMÍNIO DO DESEJO 🔥

Capítulo Final – Até Onde o Amor Pode Ir

O vento batia suave contra o rosto de Isabela.

O mar parecia infinito ao redor.

E, pela primeira vez desde que tudo começou, ela não estava fugindo.

O iate cortava as águas lentamente, como se o tempo tivesse desacelerado só para aquele momento existir.

Isabela estava de pé, olhando o horizonte. O cabelo solto, o vestido leve dançando com o vento, a respiração mais calma… mas o coração ainda intenso.

Ela sabia.

Sabia que tudo tinha mudado. Que não havia mais como voltar à vida de antes. Que Rafael não era só um homem que apareceu.

Ele era um divisor.

Passos atrás dela.

Empresas.

Inconfundíveis.

Ela não se virou.

Não preciso.

— Você sempre foge do horizonte quando quer pensar.

A voz dele veio baixa, próxima, quente.

— E você sempre aparece quando eu tento fugir.

Ele se moveu devagar, como se aquele momento fosse importante demais para ser apressado.

Parou atrás dela, muito perto.

Mas dessa vez, sem invadir.

— Eu não quero que você fuja.

Silêncio.

Isabela fechou os olhos por um segundo, sentindo, absorvendo.

— Eu também não sei mais fugir.

E aquilo era verdade.

Porque tudo que ela tentou fazer levava de volta até ele.

Rafael deu mais um passo.

Agora sim, mais perto.

A mão dele tocou levemente a dela, sem força, sem domínio.

Diferente.

Ela entrelaçou os dedos nos dele, natural, sem medo.

E naquele gesto simples, tudo mudou.

— Você entrou na minha vida como um problema.

Ele soltou uma leve risada.

— E agora?

Ela virou o rosto, encarando.

— Agora você é o problema que não quero resolver.

Silêncio.

Mas não vazio.

Cheio de tudo o que eles já tinham vivido.

Rafael levou a mão ao rosto dela com calma, como se estivesse aprendendo a tocar sem dominar.

— Você tem noção do que fez comigo?

Ela de leve.

— Tenho.

E tinha mesmo.

Porque ela também era diferente.

Mais intensa.

Mais viva.

Mais.

— Eu nunca corri atrás de ninguém.

— Eu sei.

— Mas por você…

Ele parou, respirou fundo.

— Eu iria até o fim.

O coração dela apertou.

Porque, claro.

Pela primeira vez, ela acreditou.

— Isso não é fácil.

— Nunca foi.

— E pode dar errado.

Ele se moveu mais, olhos presos nos dela.

— Mas pode dar muito certo também.

Silêncio.

O tipo de silêncio que decide destinos.

Isabela respirou fundo.

E então…

Parou de.

Encostou a testa na dele.

Fechou os olhos.

— Então vamos parar de partir.

Ele não respondeu.

Não preciso.

A resposta veio no gesto.

Ele a suspendeu para perto, com firmeza, mas agora sem pressa.

O beijo é diferente.

Ainda intenso.

Ainda profundo.

Mas com algo a mais.

Entrega.

E ali, no meio do mar, sem ninguém, sem passado, sem regras, eles não eram mais dois mundos opostos.

Foram dois extremos que decidimos encontrar.

E ficar.

Mesmo sabendo que o caminho não seria fácil.

Mesmo sabendo que ainda havia muito por vir.

Porque o que eles não tinham era simples.

Era forte.

Era perigoso.

Mas era real.

E, pela primeira vez, isso bastava.

O sol começava a se pôr no horizonte, pintando o céu de toneladas quentes.

E ali, entre o fim de um dia e o começo de algo maior, eles ficaram.

Sem promessas perfeitas.

Sem garantias.

Mas com uma certeza:

Aquilo ainda não tinha acabado.

Aquilo estava só.

CONTINUAÇÃO…

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