🔥 SOB O DOMÍNIO DO DESEJO 🔥

Capítulo 4 – A Noite em Que Tudo Mudou

Isabela não teve escolha.

Ou pelo menos… foi isso que tentei dizer a si mesma.

Mas no fundo, bem no fundo, ela sabia.

Ela poderia ter se recusado. Poderia ter ignorado. Poderia ter fechado a porta e fingido que ele não existia.

Mas não fez.

O convite não veio como um pedido.

Veio como uma certeza.

“Hoje à noite. Minha casa. Esteja pronta.
Se não vier… eu vou procurar você.”

Isabela releu o bilhete várias vezes. Ó coração acelerado. As mãos tremem levemente.

— Ele só pode estar achando que manda em mim…

Mas a respiração não acompanhava a indignação.

Porque havia algo ali.

Algo que não era só imposição.

Era expectativa.

Ela andou pelo quarto, inquieta. Pensando. Negando. Tentando encontrar uma saída.

Mas a verdade era uma só:

Ela queria ir.

— Isso é loucura…

E ainda assim…

Decidi aceitar.

Horas depois, o quarto ficou em silêncio.

Mas Isabela não.

O vestido vermelho estava sobre a cama. Impecável. Luxuoso. Chamativo.

Exatamente como ele tinha exigido.

Ela respirou fundo antes de pegá-lo, como se estivesse prestes a atravessar uma linha invisível.

E talvez fossem.

O tecido deslizou pelo corpo com perfeição. Ajustando-se como se tivesse sido feito sob medida. Cada detalhe será valorizado. Cada curva destacada. Cada movimento mais intenso.

Ela prendeu o cabelo, deixando o rosto à mostra. Maquiagem marcada. Olhos intensos. Lábios definidos.

Salto alto.

Postura firme.

Mas por dentro…

Um turbilhão.

Quando se olhou no espelho, parou.

Não era só bonita.

Estava deslumbrante.

— Ele vai olhar…

E aquilo fez o coração bater mais forte.

A noite já tinha sido contagiada quando ela saiu.

O caminho até a mansão parecia mais longo do que o normal. Ou talvez fosse o nervosismo que distorce tudo.

Quando chegou, pariu.

A mansão era absurda. Grande. Imponente. Iluminada. Como se fosse outro mundo.

Nada ali lembrava da vila. Nada ali lembrava a vida dela.

— Onde eu tô me metendo…

Mas não voltou.

Subiu.

Cada passo na escadaria parecia mais pesado. Mais definitivo.

E então…

Ela chegou ao topo.

E viu.

Rafael estava na porta.

Imóvel.

Esperando.

Como se soubesse exatamente o momento em que ela chegaria.

E quando os olhos dele encontraram os dela…

Tudo parou.

O olhar dele desceu lentamente. Sem pressa. Observando cada detalhe.

Faça isso, Preo…

Ao vestido vermelho…

Ao salto…

E quando voltou aos olhos dela, havia algo diferente.

Mais intenso. Mais profundo. Mais perigoso.

— Eu sabia…

Isabela engoliu em seco, tentando manter a postura.

— Sabia o quê?

Ele desceu um degrau. Depois outro.

Aproximando.

Dominando o espaço.

— Que você ia vir.

Ela cruzou os braços, mesmo sentindo o coração acelerado.

— Eu não vim por você.

Rafael parou na frente dela, tão perto que a respiração dele já se misturava com a dela.

— Não precisa mentir.

O tom não era agressivo.

Era seguro.

Condenado.

— Você poderia ter dito não.

Silêncio.

Ela podia.

Mas não disse.

E ele sabia.

A mão dele subiu lentamente, sem tocar. Apenas emparelhando perto do rosto dela.

— Você tá linda.

Simples. Direto. Sem jogo.

E aquilo aconteceu de um jeito inesperado.

— Eu sei.

Ele,.

— Eu também sei.

O clima entre os dois mudou. Mais quente. Mais carregado.

— Você gosta de brincar com fogo…

— E você gosta de chegar perto demais.

Silêncio.

Mas não era.

Era tensão.

Daquelas que puxam. Que envolvimento.

— Se eu não viesse…

— Eu ia te buscar.

Ele respondeu antes mesmo dela terminar.

E aquilo não era ameaça.

Era certeza.

Isabela respirou fundo.

— Você é impossível.

— E você veio mesmo assim.

Mais um passo.

Mais perto.

Agora não havia espaço entre os dois.

— Isso aqui… não é meu lugar.

Rafael inclinou o rosto.

— Hoje é.

E então…

Ela sente.

Aquilo não era só uma festa.

Era um convite para entrar no mundo dele.

E ela tinha aceitodo.

Mesmo sem saber o preço.

Mesmo sem saber até onde aquilo iria.

Mas uma coisa era certa:

Nada mais seria como antes.

Porque: espuria…

olhar…

então proximidade…

Eles tinham cruzado mais uma linha.

E dessa vez…

Mais fundo do que nunca.

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