Entre o Luxo eo Giz

Capítulo 6 – Entre o Desejo e a Entrega

A noite parecia ter a própria vida.

Tudo ao redor contribuiu para aquele momento — a luz suave das velas, o som distante da natureza, o ar levemente frio que contrastava com o calor que crescia entre eles.

Ana Clara ainda tentou entender como havia chegado até ali.

Mas, ao olhar para Paulo…

Parou de tentar.

Porque não queria mais entender.

Queria sentir.

Paulo observava cada detalhe dela.

O jeito como você segurava a taça.

A forma como desviava o olhar por alguns segundos… e depois voltava.

Como se estivesse lutando contra algo dentro dela.

E, ao mesmo tempo…

Se rendendo.

— Você está pensando demais — ele disse, com um leve sorriso.

Ana soltou um suspiro baixo.

— Eu sei…

Mas não conseguiu negar.

Ele se servir lentamente.

E a mão.

— Vem.

Ela preparar para a mão dele.

Depois para o rosto.

O coração acelerou.

— Pra onde?

— Confia.

A mesma palavra.

O mesmo convite.

E, dessa vez…

Ela não hesitou.

Colocou a mão na dele.

O toque foi imediatamente.

Quente.

Firme.

E impossível de ignorar.

Paulo aplicou alguns passos até um espaço mais aberto da varanda.

A música começou.

Baixa.

Envolvente.

Como se já estivesse ali esperando por eles.

Ana de leve.

— Você planejou isso?

Ele se.

Devagar.

— Eu planejo tudo.

Uma resposta foi comprada.

Mas o olhar dele dizia outra coisa.

Dizia que… ela não estava nos planos.

Ela.

E isso tornava tudo mais intenso.

Paulo colocou uma mão suavemente na cintura dela.

Puxando-a para perto.

Ana Conte.

Cada centímetro de aproximação.

Cada segundo.

Cada batida do próprio coração.

A outra mão dele segurava a dela.

E, assim…

Elesrram a dança.

Lentos.

Colados.

Como se o mundo ao redor tivesse desaparecido.

Ana tentou manter o controle.

Mas era impossível.

O corpo dela respondia.

O olhar dele prendia.

Uma proximidade…

Confundia.

— Isso não deveria estar acontecendo… — ela sussurrou.

Mas não se separe.

Nem por um segundo.

Paulo › o rosto.

Sem tocar.

Mas perto o suficiente para que ela sinta a respiração dele.

— Mas está.

A voz dele era baixa.

Quase um arrepio.

Ana fechou os olhos por um instante.

Sentindo.

Se depois.

Se perdendo.

A mão dele na cintura a relaxar um pouco mais.

Diminuindo qualquer espaço que ainda existia entre eles.

Agora…

Não havia distância.

Apenas.

Intensa.

Quente.

Inevitável.

Ela apoiou levemente a mão no peito dele.

Sentindo os batimentos cardíacos acelerados.

— Você também está assim… — murmurou.

Surpresa.

Ele deu um leve sorriso.

— Você acha que isso é só com você?

O olhar deles se encontrou novamente.

Mais profundo.

Mais revelador.

Mais perigoso.

A música continuava.

Mas já não era sobre dança.

Era sobre proximidade.

Sobre desejo.

Sobre limites sendo atravessados… lentamente.

Paulo deslizou a mão pelo braço dela.

Devagar.

Sem pressa.

Como se quisesse sentir cada fato.

E ela reagia.

A cada toque.

A cada aproximação.

A cada segundo.

Ana respirou fundo.

Tentando manter algum controle.

Mas sua própria voz já não obedece totalmente.

— Paulo…

Era um pedido.

Ou um aviso.

Nem ela sabia.

Ele pariu.

Por um segundo.

Apenas olhando.

Dando a ela uma chance de recuperar.

De parar.

De dizer não.

Mas ela não disse.

Não foi preservado.

E, silêncio…

A criança foi tomada.

Sem palavras.

Sem explicações.

Apenas… sentida.

Paulo › o rosto.

Mais uma vez.

E, dessa vez…

Ela não se.

O momento ficou suspenso.

Como se o tempo estivesse esperando.

E então…

Ela� os .

E deixou acontecendo.

O mundo ao redor desapareceu.

A música…

Uma noite…

A razão…

Tudo ficou distante.

Porque, naquele instante…

Só existiam eles.

E tudo o que estava sendo despertado entre os dois.

Algo que não era leve.

Não era simples.

Não era QUAT.

Era intenso.

Profundo.

E impossível de ignorar.

Quando se afastaram, ainda próximo, ainda conectado, Ana abriu os olhos lentamente.

Confusa.

Sem.

— Isso mudou tudo… — ela disse, quase em um sussurro.

Paulo não se encaixa no olhar.

— Ainda não.

Ela franziu levemente a testa.

— Como assim?

Ele se separou novamente.

Mas, dessa vez…

Sem tocar.

Apenas olhando.

— Isso foi só o palpite.

O arrepio percorreu o corpo inteiro.

Porque, no fundo…

Ela sabia.

Que aquilo não terminaria tudo.

Não depois daquela noite.

Não depois daquele momento.

Não depois de tudo o que senti.

Ana deu um pequeno passo para trás.

Tentando recuperar o controle.

Mas já era tarde.

Porque algo dentro dela…

Já tinha sido completamente atravessado.

E Paulo…

Sabia disso.

Ele observava.

Com calma.

Com certeza.

Como alguém que entende exatamente o efeito que causa.

E que não pretenda parar.

A música terminou.

Mas o silêncio que ficou…

Era ainda mais intenso.

Porque agora…

Não havia mais dúvidas.

Não havia mais distância.

Não havia mais volta.

Ana olhou para ele mais uma vez.

E, dessa vez…

Sem medo.

Sem negação.

Apenas verdade.

E foi ali…

Naquela noite iluminada por velas, música e desejo…

Que ela deixou de ser apenas a professora.

E passou a ser…

A mulher que ele queria.

Continua… 🔥

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