Capítulo 7 – O Pedido Que Mudou Tudo
A noite ainda parecia suspensa no tempo.
Depois da dança, depois daquele momento em que tudo entre eles deixou de ser apenas tensão… e passou a ser real, Ana Clara sentiu como se estivesse vivendo algo que não cabia mais dentro dela.
Era intenso demais.
Forte demais.
E, ainda assim…
Ela não queria.
Paulo não se iluminava.
Mesmo quando já não estava dançando, mesmo quando o silêncio tomou conta da varanda, ele continuou ali.
Perto.
Presente.
Como se não quisesse perder nenhum segundo.
Como se tivesse medo de que aquilo acabasse.
Ana apoiou as mãos na mesa, tentando organizar os próprios pensamentos.
Mas era inútil.
Porque, sempre que levantava o olhar…
Ele estava ali.
Observando.
Sentindo.
Desejando.
— Você está me deixando sem acontecimento… — ela disse, quase em uma sugestão.
Paulo se corrige lentamente.
Sem pressa.
— Eu estou sendo sincero.
Ela soltou um pequeno riso nervoso.
— E isso é o problema.
Ele parou bem diante dela.
O olhar firme.
— Não. Isso é que você não está acostumado.
A frase mexeu com ela.
Porque era verdade.
Ninguém nunca tinha sido tão direto.
Tão intenso.
Tão… presente.
Ana respirou fundo.
Mas não todo.
Não dessa vez.
— E o que exatamente você quer comigo, Paulo?
O silêncio que veio depois foi diferente.
Mais profundo.
Mais sério.
Ele não respondeu imediatamente.
Apenas um Observa.
Como se estivesse escolhendo cada palavra.
Como se, pela primeira vez…
Aquilo não foi um jogo.
— Eu quero você.
A resposta veio simples.
Direta.
Mas carregado de tudo.
Ana diz o impacto.
Não foi apenas desejo.
Era mais.
Muito mais.
— Isso não é suficiente… — ela disse, com a voz mais firme do que esperava.
Paulo deu um leve sorriso.
— Eu sei.
E deu mais um passo.
Agora, tão perto que ela pudesse sentir a respiração dele.
— Eu quero te ver todos os dias.
Quero saber como você está.
Quero te ouvir falando das suas histórias, dos seus alunos, da sua vida…
A voz dele ficou mais baixa.
Mais íntima.
— E eu quero poder te beijar… sem precisar ir embora depois.
O coração dela disparou.
De um jeito que doía.
De um jeito que.
— Você está falando sério?
Ele não se escondeu o olhar.
Nem por um segundo.
— Pela primeira vez em muito tempo… eu estou.
Ana tentou encontrar qualquer sinal de jogo.
De manipulação.
De algo que justificava fugir.
Mas não encontrado.
E isso…
Era ainda mais perigoso.
Porque agora…
Ela precisava decidir.
— Isso é muito rápido… — murmurou.
Mas não havia retrocesso real em sua voz.
Paulo a mão.
Com cuidado.
Encostando levemente no rosto dela.
— Não é rápido.
A gente só parou de fingir.
O toque foi suave.
Mas tudo dentro dela se desorganizou.
Ela fechou os olhos por um segundo.
Sentindo.
Se depois.
Quando bei novamente…
Já não havia mais resistência.
Apenas verdade.
— E se eu disser que tenho medo?
Ele se reserva mais.
Sem pressa.
Sem pressão.
— Eu também tenho.
Ela arregalou levemente os olhos.
Surpresa.
— Você?
Ele soltou um pequeno sorriso.
— Você me tira do controle.
A frase foi dita com uma calma que contrastava com o efeito que causava.
Ana disse um arrepio.
Forte.
Inevitável.
— E mesmo assim você quer isso?
Ele respondeu sem hesitar:
— Justamente por isso.
O silêncio.
Mas, dessa vez…
Não era dúvida.
Era.
Paulo segurou o rosto dela com mais firmeza.
Mas ainda com cuidado.
— Fica comigo.
A frase foi simples.
Mas carregava tudo.
Não era apenas um convite.
Era um pedido.
E ela conta.
Cada palavra.
Cada intenção.
Cada verdade.
Ana respirou fundo.
O corpo acelerado.
A mente finalmente em silêncio.
E, pela primeira vez…
Ela não pensou no certo.
Nem no errado.
Pensou no que sentia.
E no que queria.
Ela olhou diretamente nos olhos dele.
Sem medo.
Sem fuga.
— Eu fico.
Uma resposta publicada.
Mas firme.
E foi o suficiente.
Paulo não esperou mais.
Aproximou o rosto.
E, dessa vez…
Não houve pausa.
Não houve dúvida.
Não havia distância.
Foi real.
Intenso.
E vívolo.
Ana conta tudo.
O toque.
Uma proximidade.
Uma entrega.
Como se o mundo ao redor deixasse de existir.
Como se só Çi aquilo.
Aquele momento.
Aquele.
conectar.
Quando se afastaram, ainda próximo, ainda ligados, ela abriu os olhos lentamente.
Respirando fundo.
Sem conseguir esconder o que senti.
— Isso… é diferente…
Paulo encostou a testa na dela.
— Eu sei.
E, pela primeira vez…
Não havia pressa.
Não havia jogo.
Não havia controle.
Apenas dois caminhos que se cruzaram…
E decidida não se soltar.
Naquela noite, sob a luz suave da mansão, entre o silêncio da natureza e a intensidade de dois mundos completamente diferentes…
Um novo capítulo começou.
Não mais de prazer.
Não mais de tensão.
Mas de escolha.
E de um amor que…
Já não podia mais ser negado.
Continua… 🔥




