Capítulo 4 – Sob Luzes e Olhares

Quando o mundo inteiro assiste… e mesmo assim só existe um

Uma noite caiu diferente na fazenda.

Não havia cheiro de terra molhada ou barulho de animais… mas sim perfume, tecidos finos e uma tensão elegante que parecia anunciar algo grandioso.

Helena parou em frente ao espelho.

O vestido preto moldava seu corpo com perfeição. Longo, sofisticado, com um leve brilho que acompanha cada movimento. Os cabelos loiros caíam em ondas suaves sobre os ombros, e a maquiagem destacava seus olhos claros, agora carregados de algo mais do que beleza.

Expectativa.

E nervosismo.

— Isso é só um baile… — murmurou para si mesma.

Mas não era.

Ela sabia.

Porque ele estaria lá.

Do lado de fora, Ricardo já aguardava.

Impecável.

O terno escuro valorizava sua postura firme, os traços fortes ainda mais marcantes sob a luz suave da varanda. Ele não era um homem de eventos sociais.

Mas noite…

Ele tinha um motivo.

Quando Helena apareceu na porta, o mundo pareceu parar.

Ele não disse nada.

Mas o olhar falou tudo.

Desejo.

Priv.

E algo mais profundo.

— Você está… — ele começou.

Mas parou.

Porque nenhuma palavra parecia suficiente.

Helena sustentou o olhar.

— Eu sei.

Surgiu um leve sorriso.

Provocador.

Mas também… inseguro.

Ricardo se devagar.

Sem pressa.

Como se quisesse sentir cada segundo naquele momento.

— Se alguém olhar demais… — ele disse baixo — vai ter problema.

Ela arqueou uma sobrancelha.

— Ciúmes?

— Não.

Ele inclinou o rosto, próximo ao dela.

— Aviso.

O coração dela disparou.

E ela odiou o quanto aquilo a afetava.

O salão do baile era imenso.

Luzes douradas refletiam nos lustres, mesas elegantes se espalhavam pelo ambiente, e pessoas bem vestidas circulavam com sorrisos e olhares atentos.

Mas quando Ricardo e Helena entraram…

Tudo mudou.

Os olhares se voltam.

Os cochichos iniciaram.

—É ela? — alguém sussurrou.

— Uma administradora…

— E ele nunca trouxe ninguém assim antes…

Helena sín.

Mas mantenha a postura.

Cabeça erguida.

Passo firme.

Ao lado dele.

Ricardo, por outro lado, parecia ainda mais imponente.

A presença dele dominava o ambiente.

Mas não era só isso.

Era o jeito como ele olhava para ela.

Como se ninguém mais existe.

— Está desconfortável? — ele disse.

— Como todo mundo está olhando? Um pouco.

— Se quiser, a gente vai embora.

Ela virou o rosto para ele.

— Não.

Um leve desafio no olhar.

— Eu quero ficar.

O sorriso dele surgiu.

Perigoso.

— Então vamos fazer valer a pena.

A música começou.

Lenta.

Envolvente.

Como um convite.

Ricardo quebrar a mão.

— Dança comigo.

Ela hesitou.

Por um segundo.

Mas colocou a mão na dele.

Quando ele a retirar para perto…

Tudo ao redor saiu.

A mão dele na cintura dela.

Firme.

Segura.

Quente.

A outra aderência a dela com precisão.

E então…

Elesrram a dança.

Helena tentou manter a postura.

Mas era impossível.

Porque Ricardo não apenas dançava.

Ele dominava.

Guia cada movimento com intensidade.

Com controle.

Com.

— Você faz isso de propósito — ela sussurrou.

— O quê?

— Me deixar sem controle.

Ele recuperou mais o corpo.

— Você já chegou assim.

O corpo dela respondeu.

Traidor.

As pessoas ao redor ajudaram.

Mas para eles…

Não existia ninguém.

— estão olhando — ela murmurou.

— Deixa olharem.

— Isso não te incomoda?

Ele inclinou o rosto, quase tocando o dela.

— Eu gosto que vejam.

O coração dela disparou.

— Gosta do quê?

Uma resposta foi comprada.

Quente.

— Que você está comigo.

Aquilo mexeu com ela de um jeito perigoso.

Mais profundo do que deveria.

A música continuava.

E os movimentos ficarão mais próximos.

Mais intensos.

Mais íntimos.

— Você está linda demais — ele disse, quase sem controle.

— E você é impossível.

— Só com você.

Helena tentou desviar o olhar.

Mas ele não deixou.

Segurou o rosto dela.

Ali.

No meio de todos.

Sem medo.

Sem.

— Não foge de mim — ele disse.

— Eu não estou fugindo.

— Ainda não.

O clima mudou.

Ficou mais pesado.

Mais intenso.

Mais perigoso.

Um homem se.

Elegante.

Sorriso calculado.

— Ricardo… não esperava te ver aqui.

O tom era amigável.

Mas o olhar…

Não.

Ricardo não soltou Helena.

Nem por um segundo.

— Não é da sua conta.

O homem riu de leve.

— Sempre direto.

E então, observe para Helena.

— E você deve ser…

Antes que ele termine—

Ricardo respondeu.

— Ela está comigo.

O tom foi firme.

Frio.

Possessivo.

O homem falou as mãos, em falsa interpretação.

— Só estava sendo educado.

Mas o olhar dele demorou mais do que desviou em Helena.

E Ricardo lançou.

A tensão voltou.

Mais forte.

— Vamos sair daqui — Ricardo disse, baixo.

— Por quê?

— Porque eu não gosto daquela cara.

— Você não gosta de ninguém.

— Mas dele… ainda.

Helena respirou fundo.

— Você não pode controlar tudo.

— Eu posso tentar.

— Isso é sufocante.

Ele pariu.

Olho para ela.

E ali…

No meio do salão…

Uma briga voltou.

— Você acha que eu faço isso por controle? — ele disse.

— So é o quê?

— É porque eu não confio em ninguém aqui.

— E em mim?

O silêncio veio.

Pesado.

— Eu estou tentando — ele respondeu.

Mas não foi o suficiente.

Helena entra em mãos.

Se.

— Isso não é saudável, Ricardo.

— E a gente já passou dessa fase faz tempo.

Os olhares ao redor volta.

Mas agora…

Não era admiração.

Era tensão.

— Eu não quero ser mais uma coisa que você tente dominar — ela disse.

— Você não é “mais uma”.

— prova!

A voz dela saiu mais alta do que deveria.

Algumas pessoas olharam.

Ricardo se.

O olhar intenso.

Quase feroz.

— Eu não sei fazer isso de outro jeito.

A saiu.

Crua.

Sem defesa.

Helena sín.

Mas também doeu.

— então aprende.

— E se eu não conseguir?

Ela engoliu seco.

— Então a gente se perde.

O silêncio caiu.

Mais pesado do que nunca.

Mas antes que qualquer um reagisse—

A música mudou.

Mais lenta.

Mais profunda.

E, contra toda lógica…

Ricardo estendeu a mão de novo.

— Última dança.

Helena interessada para ele.

Para aquele homem difícil.

Intenso.

Complicado.

E irresistível.

Ela sabia que aquilo era um erro.

Mas mesmo assim…

Aceitou.

E quando voltei a dançar…

Mais próximo do que antes…

Mais intensos…

Mais…

Ficou claro.

Não era só um baile.

Era um marco.

Porque, naquele salão cheio de gente…

Entre luzes, olhares e segredos…

Nascia algo ainda mais perigoso.

Um amor que ninguém ali seria capaz de impedir.

Nem mesmo eles.

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